HOMEINSTITUCIONALALIÁEM MANUTENÇÃOEDUCAÇÃOEITANNAALE ZOHAREVENTOSNOTÍCIASLINKS
     
 
INSTITUCIONAL
A Agência Judaica
História
Depoimentos
Galeria de fotos
FAQ
 
 
Depoimentos

Depoimento 1

Colaboradora: Alice Geiger
Bogueret do Habonim Dror - Rio de Janeiro, RJ

"Há três semanas comecei um trabalho comunitário, razão pela qual não escrevo há tanto tempo.

Trabalhar com etíopes é uma experiência única e, mais do que gratificante, é aprendizado para limpar os preconceitos.

Mas essas crianças são um absurdo, vieram caminhando pelas savanas da Etiópia, perderam família nessas caminhadas, trazidas numa sacola de tecido por suas mães, e chegaram em Israel ainda com a crença que Jerusalém é de ouro, e das árvores nascem pão e mel. Elas têm uma inteligência completamente diferente daquela que conhecemos, elas têm noção de espaço e movimento de forma inacreditável, se desenvolvem no mundo assim, pelo espaço, pelo prático, pela realidade que têm, pra elas não existe tempo. Bem verdade que são completamente carentes dentro da organização familiar precária que têm. Para elas, a educação é formatada de outra maneira, elas são completamente honestas, não trapaceiam, não têm a noção de melhor, não têm nojo, nem preconceitos, fazem as atividades propostas com a maior garra.

Enfim, desenvolvi um amor absurdo por essas crianças e a cada gesto de carinho recíproco e amostras de inteligência fico emocionada e surpreendida.

Outro dia, uma criança quando proposta a desenhar a passagem da bíblia em que d-s criou luz e escuridão, fez um quadrado dividido pela diagonal, metade amarelo e metade preto, e disse: "pronto! 1/2 luz e 1/2 escuridão" – ele tem 4 anos e o nome exótico de tzazu.

"Adotei" uma menininha de 7 anos, linda, linda, chama-se gvianesh, tirei uma foto de nossas mãos e quando ela viu a reprodução na digital, disse: "é o preto no branco" e eu disse: "É e isso é lindo", ela abriu um sorriso, pulou em mim e não largava desse abraço de tolerância e aceitação.

Com todas essas historinhas, lembro também da minha mãe me contando historias fofas de quando era criança, lembro dos desenhos que fazia, das decepções e alegrias que tinha, de como corria e me esborrachava como elas, de repente, revivo na memória tudo com elas, me coloco no lugar delas pra tentar compreender um pouco de como se sentem, e nesse momento não os trato mais como crianças etíopes, mas como crianças independentes da cor, indivíduos que desenham, dançam, cantam, choram, correm, falam, sentem e são judeus como eu."

 

Depoimento 2

Colaboradora: Julia Crossman Resende, 21 anos
Rio de Janeiro, RJ

"Tudo começou por causa de uma notícia no Alef, um jornal carioca voltado para os assuntos da comunidade. Eu mal podia acreditar no que estava lendo. Viajar para Israel por US$ 500,00??? Não podia ser verdade.
Ainda mais para mim, que nunca tive muito contato com a comunidade, não estudei em escola judaica, nem cresci envolvida pelos elementos básicos de qualquer vida judaica jovem no Rio: Kinderland, Chazit ou Dror ou Bnei Akiva ou Shomer, madrich, chanich etc.

Mas era verdade. Inacreditavelmente verdade. E foi aí que começou a experiência mais intensa da minha vida e a que me abriu tantas portas que hoje me considero uma pessoa abençoada por poder ter tido a chance de ir. Fiz amigos ou irmãos para vida, visitei lugares de valores inestimados para nosso povo, ri, chorei e rezei. Tudo sempre respeitando meus valores individuais e a maneira como eu me relaciono com a religião.

Hoje, sou voluntária em outra organização judaica chamada Hillel. Entendo mais os preceitos e as histórias da minha religião. Estou mais observante das tradições e tento passar para as outras pessoas judias ou não, a magnitude e a irmandade da nossa fé.

Taglit é verdadeiramente um descobrimento. Não de Israel, mas sim de você enquanto membro dessa comunidade enorme chamada judaísmo. De você enquanto pessoa crente na fé e nas tradições judaicas. De você como pedaço daquela terra.

Aprendi que o ditado, nunca é tarde para começar, é um clichê, que como qualquer um, constitui-se no puro reflexo da verdade. Nunca é tarde para se descobrir judia e fazer da sua vida mais feliz."

 

Depoimento 3

Colaboradora: Debora Chocron

"Tive o prazer de participar no final do ano passado do programa TAGLIT, com vários grupos de jovens de varias nacionalidades, fomos a Israel, terra de nossos antepassados, conhecer de perto seus problemas, sua realidade, nosso povo que lá vive, enfim sua razão de existir.

A viagem foi muito proveitosa, pois mudou muito nossa maneira de pensar, nossos conceitos passaram a ser novos. Acordou nosso ser, valorizando a nossa religião e o valor inquestionável de nosso D'us. A luta de nosso povo tem um sentido muito valioso, melhor compreendido após ter estado em nossa terra sagrada.

Após o retorno temos mantido reuniões com nosso grupo, mantendo intercâmbio com colegas de toda a comunidade que vivem em outros estados e principalmente mantendo vivo o judaísmo.

Obrigada, muito obrigada!!! "

 

Depoimento 4

Colaboradora: Érika Ravski
Belo Horizonte, MG

Esta experiência é única, e quanto mais pessoas tiverem a oportunidade de vivê-la melhor. Falo isso porque o Taglit não é simplesmente uma viagem a Israel.
Quando pagamos o pacote não sabíamos que estava incluído tanto lazer, cultura, informação, amadurecimento, sentimento nacionalista...

Por causa dos meus avós que vieram fugidos e trouxeram com eles um medo enorme de serem judeus, eu nunca tive contato com a religião, nunca freqüentei escola israelita ou mesmo a comunidade em Belo Horizonte. Até um tempo atrás, quando a Rede Globo estava convocando judias romenas para a composição de uma personagem, eu comentei com a minha avó, e vi no rosto dela o desespero da possibilidade de alguém persegui-la.

Sendo assim, do grupo inteiro eu era a que menos sabia sobre as coisas, tudo para mim era novidade, eu lamentei muito não ter um gravador apesar de estar sempre com papel e caneta. Tive muita informação histórica e cultural, coisas que qualquer viagem pode proporcionar, mas com o Taglit eu tive noção do que é ser judia.

Eu entendi que as minhas raízes não estão só aqui no Brasil, tem grande parte em Israel. Eu descobri que tenho uma forte ligação com os jovens que estão na guerra, com a memórias dos que morreram no holocausto. A partir de agora, a situação da Cisjordânia e da Faixa de Gaza não são notícias internacionais apenas, são notícias sobre o meu povo.

Com o Taglit eu entendi o que é ser judia na essência, entender que o movimento sionista só existiu porque os judeus nunca conseguiram viver em paz em qualquer lugar do mundo, ter argumento para explicar o motivo pelo qual não se pode devolver o Gola para a Síria e ter certeza de que se um dia eu precisar ou tiver algum problema por ser judia eu não passarei pelo o que os meus passaram, eu tenho uma nação para me defender. Eu sou beneficiada e a partir de agora também responsável por um futuro melhor em Israel.


Com certeza, se estivesse com um grupo de turismo, a viagem teria sido pura diversão, mas com o Taglit a viagem se tornou um resgate pessoal.


Para todas as pessoas que viabilizaram o Taglit TODÁ RABÁ

 

Depoimento 5

Colaborador: Marcus Moraes
Rio de Janeiro, RJ

"Não tenho palavras pra descrever a emoção de estar em Israel pela primeira vez e ainda cercado de brasileiros, judeus, todos na mesma condição de não conhecer ainda o país. Simplesmente fascinante.

Espero, de coração, que a viagem abra horizontes àqueles que tinham pouco ou quase nenhuma participação comunitária e que os lindos momentos que tivemos em Jerusalém Tel Aviv, Eilat, Golan, Neguev etc fiquem guardados pra sempre nos nossos álbuns de viagem e que, principalmente, se transformem numa plena conscientização e absoluta certeza de que Israel é a nossa terra e que devemos, incondicionalmente, lutar por ela, de onde quer que estejamos, da maneira que for."

 

Depoimento 6

Colaborador: David Elmescany
Belém, PA

"Prezados. É o David de Belém que foi pro Taglit em Dezembro do ano passado e que trabalha com documentários, lembram????

Estou escrevendo pra dizer que fiz Aliá e estou em Israel fazendo Ulpan Kibutz há 2 meses e meio. Caso você precise de alguma coisa aqui, eu estou à disposição, afinal eu sou um exemplo de como o programa Taglit funciona, depois do programa resolvi fazer Aliá."


     
  © 2005 Agência Judaica do Brasil. Todos os direitos reservados. Tel.: (11) 3518-8777 e (21) 2256-7177.